Se tudo pode acontecer
Se pode acontecer qualquer coisa
Um deserto florescer
Uma nuvem cheia não chover
Pode alguém aparecer
E acontecer de ser você
Um cometa vir ao chão
Um relâmpago na escuridão
E a gente caminhando de mão dada de qualquer maneira
Eu quero que esse momento dure a vida inteira
Que além da vida, inda de manhã no outro dia
Se for eu e você. Se assim acontecer.
ARNALDO ANTUNES
sexta-feira, 31 de outubro de 2008
quarta-feira, 29 de outubro de 2008
Solidão
Solidão é quando a pessoa que você escolhe pra conhecer sua alma não se interessa por isso.
(Adaptação de texto de Cris Guerra)
(Adaptação de texto de Cris Guerra)
sábado, 25 de outubro de 2008
Invenções


Há quase trinta anos convivo com as maravilhas inventadas para facilitar a vida doméstica.
Toda vez que utilizo uma lava-louça ou microondas, bendigo os "homens que criaram essas máquinas".
E digo "homens" por causa da minha pesquisa cultural. Já, já explico. Antes...
Em 82 ganhei um freezer de presente de meu pai. Ele achava que, com duas filhas e escrava da senzala doméstica, esse eletrodoméstico me facilitaria a vida. E facilitou.
Quando ia a SP com as meninas, deixava o freezer abastecido com pratos prontos pro maridão não morrer de fome. Numa das vezes, quando voltei, o par tinha "me" presenteado com uma lavadora de pratos. Assim descobri que ele não gostava de lavar louça.
Em 84, já morando em Curitiba, fui de férias com as filhas preferidas pra Sampa, e deixei o freezer cheio de comidinhas prontas e porcionadas para que meu par pudesse se alimentar na minha ausência. Qual não foi minha surpresa quando voltei, e deparei com um microondas novinho ocupando espaço em minha cozinha. Explicação do par para a compra: "Em Brasília, tirava as porções congeladas pela manhã, saía pra trabalhar, e na volta era só esquentar. Em Curitiba, ao voltar, as porções continuavam congeladas por causa das baixas temperaturas". Solução... microondas!
O mesmo se passou com as roupas. Por causa do clima úmido de Curi, na volta de uma dessas viagens, me deparei com uma máquina de secar roupas fazendo companhia pra lavadora (tão bonitinhas as duas juntas!).
E por aí vai.
Volto então, ao início do texto, quando digo que "bendigo os homens que criaram essas máquinas e outras mais".
Não sei por quê, resolvi buscar os inventores delas e me deparei com o seguinte quadro:
máq. lavar louça: Josephine Cochran em 1886
máq. secar roupa: desconhecido (?)
máq. lavar roupa: AJ Fischer em 1906
panela de pressão: Denis Papin e, 1679
fogão, geladeira, microondas... invenções masculinas
Isso quer dizer que os homens, embora tão machistas(hehe), sempre se preocuparam em facilitar nossas vidas. Ou então, criaram as máquinas quando se viram em situações de apuros, como meu par. Como só a máq. lavar louça foi criada por uma mulher...bendigo os homens. Sempre.
Em tempo: em 1903, Mary Anderson, cansada de ver os condutores de bonde pararem para tirar a neve que se acumulava no vidro, inventou o limpador de pára-brisas.
Um pelo outro acho que estamos empatados.
Vingança e perdão
Apenas torcida pela vingança, mas perdão de fato (título escolhido pelo RAFA)Mais uma vez fui convidada pra postar no Guaraná e mais uma vez curti.
Quando o Rafa me convidou pra postar hoje, achei que seria fácil falar sobre esse tema.
Mas elaborar o texto foi muito mais difícil do que imaginei.
Sempre me considerei uma pessoa tranqüila, sem raivas, rancores ou afins escondidos no coração. Não sou vingativa. Será?
Vejamos: quando uma pessoa me ofende ou me magoa, mesmo que de maneira velada, não consigo revidar ou responder, mas não impeço meus pensamentos de tramarem vinganças maquiavélicas contra ela.
Quando, numa reunião, alguém despreza algo que fiz ou falei, torço pra ela tropeçar ou sua roupa rasgar naquela hora.
Quando um boyzinho me fecha no trânsito, e depois olha prá mim e ri, desejo que, ali na frente, ele seja parado por uma blitz, e esteja com a documentação irregular.
Quando um carrão que custou muitos dinheiros (como diria Rosanita), ocupa duas vagas num estacionamento, eu deixo um bilhetinho dizendo:"De que adianta ter muito dinheiro se não tem civilidade!"
Até ser convidada pelo Rafa, achava que nesse caso, estava exercendo meus direitos de cidadã. Será?
Jamais me vinguei de alguém de forma efetiva mas, envergonhada, admito que desejei muito isso. E não o fiz porque MORRO de medo de ter que prestar contas depois, quando eu passar pro lado de lá. E ao fim e ao cabo, tenho plena consciência que a vingança real não leva a nada.
Em contra-partida, perdôo muito, perdôo sempre, principalmente se forem pessoas queridas que não tiveram a intenção de me magoar (e mesmo que tenham tido). Tenho o hábito de relevar tudo o que for feito por pessoas que amo.
Enfim, sou menos correta do que deveria no quesito vingança, e mais condescendente do que gostaria no quesito perdão .
Mais uma vez, é um prazer estar aqui com vocês.
P.S. Se os guaranetes vierem a Brasília e não me avisarem... vou me vingar!!!(OPS!)
segunda-feira, 20 de outubro de 2008
A natureza e eu
Há tempos tenho consciência de que precisamos cuidar da natureza.
Minha mãe separa o lixo reciclável do lixo orgânico há quase vinte anos e tenho uma filha bióloga que nos estimula a sermos sempre conscientes de nosso papel no cuidado com a natureza.
Há algum tempo lavo as latinhas e caixinhas e garrafas e separo para reciclar. Nem há necessidade de exagero. É passar água pra tirar o excesso e evitar mal cheiro. Separo também todo o tipo de papel para reciclar.
Sempre tenho no carro uma sacola de pano, grandona, que utilizo quando faço compras não muito grandes.
Conversando com essa minha filha sobre preservação, ela me disse que adotou um esquema simples, mas muito útil: solicita ao supermercado uma caixa de papelão que substitui a sacola de plástico para carregar as compras. Posteriormente, ela utiliza essa mesma caixa para juntar o lixo reciclável, devidamente lavado, e levá-lo à empresa de reciclagem.
Num primeiro momento imaginei que a caixa ficaria pesada com as mercadorias e seria incômodo carregá-la. Mas ela me convenceu do contrário, pois conforme me explicou, é só ter cuidado na hora de carregar a caixa, prá não afetar a coluna.
Ela mora no 4º andar de um edifício sem elevador e disse que prefere subir com uma caixa do que com várias sacolas.
Resolvi então adotar essa medida e inovei um pouco mais: a caixa passou a ficar no meu carro, com vários saquinhos de supermercado que já estavam em casa (quem não os têm, não é?).
Quando entro no super, já levo a caixa no carrinho com os saquinhos já usados.
Ao chegar ao caixa, a 1ª coisa que faço é informá-lo que levarei as compras na caixa e que, se não for suficiente, usarei os saquinhos que levei.
A reação dos caixas tem sido surpreendentemente favorável a esse procedimento, e um até sugeriu que poderia ser feita uma campanha de conscientização nesse sentido.
Sei que minha atitude é extremamente simples e pequena diante de tantas coisas que podem ser feitas, mas é sabido que se todos fizerem um pouquinho, as coisas podem melhorar bastante.
Minha mãe separa o lixo reciclável do lixo orgânico há quase vinte anos e tenho uma filha bióloga que nos estimula a sermos sempre conscientes de nosso papel no cuidado com a natureza.
Há algum tempo lavo as latinhas e caixinhas e garrafas e separo para reciclar. Nem há necessidade de exagero. É passar água pra tirar o excesso e evitar mal cheiro. Separo também todo o tipo de papel para reciclar.
Sempre tenho no carro uma sacola de pano, grandona, que utilizo quando faço compras não muito grandes.
Conversando com essa minha filha sobre preservação, ela me disse que adotou um esquema simples, mas muito útil: solicita ao supermercado uma caixa de papelão que substitui a sacola de plástico para carregar as compras. Posteriormente, ela utiliza essa mesma caixa para juntar o lixo reciclável, devidamente lavado, e levá-lo à empresa de reciclagem.
Num primeiro momento imaginei que a caixa ficaria pesada com as mercadorias e seria incômodo carregá-la. Mas ela me convenceu do contrário, pois conforme me explicou, é só ter cuidado na hora de carregar a caixa, prá não afetar a coluna.
Ela mora no 4º andar de um edifício sem elevador e disse que prefere subir com uma caixa do que com várias sacolas.
Resolvi então adotar essa medida e inovei um pouco mais: a caixa passou a ficar no meu carro, com vários saquinhos de supermercado que já estavam em casa (quem não os têm, não é?).
Quando entro no super, já levo a caixa no carrinho com os saquinhos já usados.
Ao chegar ao caixa, a 1ª coisa que faço é informá-lo que levarei as compras na caixa e que, se não for suficiente, usarei os saquinhos que levei.
A reação dos caixas tem sido surpreendentemente favorável a esse procedimento, e um até sugeriu que poderia ser feita uma campanha de conscientização nesse sentido.
Sei que minha atitude é extremamente simples e pequena diante de tantas coisas que podem ser feitas, mas é sabido que se todos fizerem um pouquinho, as coisas podem melhorar bastante.
sexta-feira, 17 de outubro de 2008
Um amigo está assim
Rotina:
Acordar. Tomar banho. Café da manhã. Trabalhar. Incomodar-se com aquele colega de trabalho chato pra caramba. Almoço. Trabalhar. Voltar pra casa. Tomar banho. Jantar. Fazer qualquer coisa e...dormir.
Podemos ser desregrados ou excessivamente regrados que dá no mesmo.
Um belo dia acordamos e fazemos tudo igual. Ou quase. De repente, num determinado momento, a vista se turva, o coração fraqueja... e já não somos mais donos de nossas vidas.
A UTI passa a ser nossa morada. Sedados, entalados, entubados. Não temos mais domínio sobre nós.
Passamos a depender da competência de médicos e enfermeiras. Que impotência!!!
Pouco importa o que façamos. O desregrado se arrisca. E o regrado? Este, algumas vezes, é traído pelo destino que resolve lhe pregar uma peça. E não se pode fazer nada além de esperar.
É incrível como temos a pretensão de achar que as rédeas de nossas vidas estão em nossas mãos!
Acordar. Tomar banho. Café da manhã. Trabalhar. Incomodar-se com aquele colega de trabalho chato pra caramba. Almoço. Trabalhar. Voltar pra casa. Tomar banho. Jantar. Fazer qualquer coisa e...dormir.
Podemos ser desregrados ou excessivamente regrados que dá no mesmo.
Um belo dia acordamos e fazemos tudo igual. Ou quase. De repente, num determinado momento, a vista se turva, o coração fraqueja... e já não somos mais donos de nossas vidas.
A UTI passa a ser nossa morada. Sedados, entalados, entubados. Não temos mais domínio sobre nós.
Passamos a depender da competência de médicos e enfermeiras. Que impotência!!!
Pouco importa o que façamos. O desregrado se arrisca. E o regrado? Este, algumas vezes, é traído pelo destino que resolve lhe pregar uma peça. E não se pode fazer nada além de esperar.
É incrível como temos a pretensão de achar que as rédeas de nossas vidas estão em nossas mãos!
terça-feira, 14 de outubro de 2008
O homem perfeito é...



...educado, carinhoso, alegre, correto, cheiroso, gentil, trabalhador, sabe fazer comidinhas gostosas e sabe escolher o vinho que combine. Arruma a mesa de forma elegante, sem esquecer as flores e as velas. Adora dançar. Gosta de músicas e filmes românticos.
Tem o jeitinho ingênuo de Richard Gere, o olhar penetrante de Paul Newman, e a atitude atrevida de Marcos Palmeira.
O homem perfeito não existe. QUE PENA!!!
segunda-feira, 13 de outubro de 2008
O outro genro

O maridão da filha do meio preferida é uma pessoa especial.
Por muito tempo ele foi "meio que uma incógnita" pra mim. É que ele é uma pessoa reservada, tímida, séria, formal. Talvez pela ascendência nipo-germânica. Afinal, os japoneses são discretos e reservados e o o alemães são sérios e formais (não necessariamente nessa ordem).
Durante os mais de seis anos de namoro, minha filha freqüentou muito mais a casa dele do que ele a nossa.
Por esse motivo, eu sempre tive a impressão de ser ele uma pessoa distante de nós.
A filha caçula preferida, por muitas vezes, participou de eventos onde ele estava e sempre me disse que ele era "massa, muito alegre, brincalhão..."
Eu tenho o péssimo defeito de pré-julgar as pessoas: achava que ele não gostava de nós, não de sentia bem em nossa companhia, mas nunca me preocupei em saber se minhas impressões tinham fundamento.
Há poucos meses ele passou a freqüentar nossa casa "mais à miúde" (como diria minha avó). E eu me surpreendi muito. Ele é tímido? Com certeza!!! Mas é também super simpático, prestativo e trata minha filha muuuuito bem.
Ele é fera na área da informática, faz um ótimo sushi, e ajuda a esposa nas tarefas domésticas.
Ainda hoje ajudou a sogra a definir a configuração de um novo computer que ela pretende comprar pra substituir este paleolítico que tem testado sua paciência à miúde (olha a palavra aí de novo).
Ele é super estiloso (afinal, já foi modelo fotográfico), bonitíssimo (essa palavra existe) e ótimo marido. Realmente, uma pessoa especial.
P.S. E ainda é CORINTHIANO!!!
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