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quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Coisa de criança

Ontem empinei papagaio.
Soltei pipa.
Puxei arraia.
Brinquei com pandorga.


Não importa o nome que se dê ou o verbo que se use. Nem lembrava mais como é gostosa essa brincadeira. Meu pai querido fazia papagaios -como ele chamava- lindos, enormes, coloridos. Ele usava plástico de encapar caderno -alguém se lembra? Rabos longos. Mandou fazer uma caixa de madeira, com manivela, pra enrolar e desenrolar a linha. Linha não: acho que se chamava cordonê. Envernizada. Chic demais o "seu" Paulo. E em muitos fins-de-semana ele brincava de empinar papagaio com meu irmão Paulinho, na esquina da rua Mário com a Vespaziano.
Caramba! Senti até o "cheiro da naftalina" com essas lembranças.
Ontem, ao chegar no sítio, vi que os filhos do meu "braço direito" estavam puxando arraia, como se diz por aqui. O mais velho, de 4 anos, me convidou: -Quer puxar arraia comigo? Acho que ele pensou que eu não soubesse brincar disso. Convite aceito. E, de repente, me senti criança de novo! O vento puxava muito, e a arraia/pipa/papagaio subiu rápido. E meu amiguinho começou a rir. E eu também. Aquela risada gostosa, alta, que só as crianças sabem dar. E cada vez que o vento pedia mais linha, mais eu pulava de alegria. E ria. E sorria ao perceber que minha criança continua muito viva dentro de mim.
Felicidade pura.
Próximo passo...reaprender a andar de bicicleta.
CARPE DIEM


quarta-feira, 29 de abril de 2009

Bela Vista de Goiás


Felicidade, é uma cidade pequenina, uma casinha, uma colina
Qualquer lugar que se ilumina, quando a gente quer amar. (Moraes Moreira)

Como é bom ser feliz! Jamais pensei que me adaptaria tão facilmente à uma cidade pequena, simples, mas tão hospitaleira.
Há seis meses moro nesta cidade e só encontrei uma pessoa chata por aqui. Todos são atenciosos, gentis. Todos já me consideram "da família".
Claro que esta cidade não foge à regra das fofocas. Comprei uma casa num sábado à tarde, e na segunda-feira todos os conhecidos (e os desconhecidos também) já sabiam da compra, do local e até do preço pago por ela. Me paravam numa loja ou na padaria pra dizerem isso.
Não estranhei. Afinal, ao comprar um botijão de gás logo depois de mudar, o dono do depósito perguntou ao meu par: "- O senhor é o homem que vai montar a cerâmica?" Poucas pessoas sabiam sobre a fábrica de tijolos ecológicos por nosso intermédio. Mas a cidade toda já sabia. Em outros tempos acharia isso um absurdo, um "cuidar da vida dos outros". Hoje já não penso assim.
Sei que nossa chegada foi um evento e tanto. Gente de Brasília pra morar aqui!
Já estou bem adaptada. E agora, com o par vindo em definitivo pra Bela Vista, sei que esta nova etapa de nossas vidas será revigorante. Com maracujás, eucaliptos, mandiocas e tijolos ecológicos. E muita alegria. E muita felicidade.


CARPE DIEM

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Ontem e hoje

Eu gosto de preferir o hoje ao ontem mas...

Como não lembrar:
das filhas preferidas pequeninas que estavam sempre ao meu lado?
da comidinha deliciosa da mãezinha que fazia sempre o que eu gostava?
do beijo de despedida do namorado, no portão de casa, que parecia sempre ser o melhor da noite?
E como não lembrar do paizão, hoje ausente, que se desdobrava pra fazer tudo o que eu precisasse?

Lembro de todos esses ontens, e adoro os meus hojes:
estar sempre presente ao lado das filhas preferidas já adultas.
fazer as comidinhas deliciosas que elas gostam tanto.
continuar dando o beijo de despedida no mesmo namorado, só que na cama, antes de dormir.
procurar fazer tudo o que minhas filhas precisam, como meu pai fazia.

O ontem feliz me faz feliz hoje.

CARPE DIEM

domingo, 5 de abril de 2009

Adoção no coração


Adoção é um ato de amor. E precisa ser amor incondicional. Um amor que faça a pessoa esquecer completamente que aquela criança é adotada, senão não funciona.
Quem é mãe ou pai, jamais pensa que o filho é biológico quando este faz algo que os entristece ou preocupa. Se o filho for adotivo, esse pensamento jamais poderá existir, senão...

Tenho uma amiga que adotou um casal quando ainda eram bebês. Por muitos anos ela sofreu com a possibilidade das crianças descobrirem. Claro que decobriram, e infelizmete se revoltaram.Hoje são adultos, mas o comportamento com os pais mudou. Tipo vaso quebrado com os cacos colados.

Minha filha mais velha sempre disse que gostaria de ter um filho biológico e adotar outro. Me orgulhava de sua determinação e me preocupava com a possibilidade do par escolhido por ela não aceitar isso. Mas... quando o namoro com o genro querido começou a engrenar ele perguntou a ela sua opinião sobre adoção e ela disse que adoraria adotar. E mais, que fosse uma criança negra, que são as mais preteridas. Coincidência? Sintonia? Destino? Não importa o que provocou o encontro dessas duas pessoas lindas. O que me deixa feliz é saber que terei lindos netinhos. De sangue e de coração.
Texto publicado no Guaraná com Canudinho em 03/04/09



CARPE DIEM

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Feito bonecos





Que nos preguem botões e nos costurem por dentro. Que sejamos assim felizes bonecos de pano sem nariz, com estrelas nos pés, linhas penduradas que nos prendem os braços ao corpo, a cabeça ao corpo, os pés ao resto do corpo.

Que as linhas e panos de ninguém nos encham por dentro, que a tesoura nos corte as (im)perfeições que nos rematam a alma.

Que linhas e botões de todas as cores nos encham a cabeça, arco-íris de felicidade inútil mas muito útil para quem não quer pensar demais.

Que nos levem para todo o lado, nos sujem, nos remendem, nos façam felizes, que brinquem conosco.

Que a máquina de costura nos gere a moleza dos ossos que não temos, que nos costurem bem por dentro e por fora para que nada descosture nossa existência de retalhos.

Texto de Thiago Schmidt para Guaraná com Canudinho.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

O outro genro



O maridão da filha do meio preferida é uma pessoa especial.
Por muito tempo ele foi "meio que uma incógnita" pra mim. É que ele é uma pessoa reservada, tímida, séria, formal. Talvez pela ascendência nipo-germânica. Afinal, os japoneses são discretos e reservados e o o alemães são sérios e formais (não necessariamente nessa ordem).
Durante os mais de seis anos de namoro, minha filha freqüentou muito mais a casa dele do que ele a nossa.
Por esse motivo, eu sempre tive a impressão de ser ele uma pessoa distante de nós.
A filha caçula preferida, por muitas vezes, participou de eventos onde ele estava e sempre me disse que ele era "massa, muito alegre, brincalhão..."
Eu tenho o péssimo defeito de pré-julgar as pessoas: achava que ele não gostava de nós, não de sentia bem em nossa companhia, mas nunca me preocupei em saber se minhas impressões tinham fundamento.
Há poucos meses ele passou a freqüentar nossa casa "mais à miúde" (como diria minha avó). E eu me surpreendi muito. Ele é tímido? Com certeza!!! Mas é também super simpático, prestativo e trata minha filha muuuuito bem.
Ele é fera na área da informática, faz um ótimo sushi, e ajuda a esposa nas tarefas domésticas.
Ainda hoje ajudou a sogra a definir a configuração de um novo computer que ela pretende comprar pra substituir este paleolítico que tem testado sua paciência à miúde (olha a palavra aí de novo).
Ele é super estiloso (afinal, já foi modelo fotográfico), bonitíssimo (essa palavra existe) e ótimo marido. Realmente, uma pessoa especial.

P.S. E ainda é CORINTHIANO!!!

sábado, 4 de outubro de 2008

Almoço em família





Que alegria!!! Amanhã a família vai estar toda reunida novamente. Filhas preferidas com os respectivos agregados. Beleza!!!
Desde antes do casório da filha do meio preferida que não conseguíamos reunir todos à mesma mesa. Filha mais velha e consorte chegarão próximo da hora do rango porque o simpático joga futebol pela manhã. Filha do meio e esposo devem chegar um "cadinho" mais cedo pra curtir a gatinha Laila que não se adaptou ao ap. e voltou pra cá. E filhota caçula já estará por aqui. Até quando? Sei lá.
Com certeza será um almoço super alegre e descontraído. Meu par vai preparar um peixe super saboroso e a sobremesa já está prontinha, feita por mim. Hehe

domingo, 14 de setembro de 2008

Votos de Felicidade



Minha filha do meio preferida casou-se numa cerimônia no Templo da Seicho-No-Ie e as mães dos noivos tinham que falar algumas palavras. Transcrevo abaixo as minhas :


Filhos... Quando olhamos nos seus olhos pela primeira vez, eles roubam parte de nossos corações. Para sempre. (frase "cedida" por meu querido amigo CrazyGG)

Que nesta nova caminhada juntos, vocês encontrem a paz, o contentamento, a energia, a dedicação, e o amor, como muitos de nós não ousam exprimir e muito menos viver.
Porém, a paz, o contentamento, a energia e a dedicação, virão somente quando vier o amor.
Por isso, agora que vocês encontraram esse amor, agarrem-se bem a ele, vivam por ele, e não deixem que nada, mas nada mesmo o separe de vocês.
E em todos os seus maus momentos, pensem, apenas pensem nesse amor e verão que uma leve recordação fará vocês novamente felizes.
Mas não deixem que fique apenas uma leve recordação. Façam com que ele viva com vocês esse e todos os seus momentos.
Desejamos toda paz, todo amor e toda a felicidade do mundo a você Mimi, nossa filha do meio preferida e a você Gunther, agora também nosso filho.

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

E vai rolar a festa!

Chegou o grande dia! O casamento é amanhã
Tudo pronto. Parentalha acomodada. Pares de mãos ajudando a terminar uma coisa aqui, outra ali.
Sogrinha ajudando na comida. Mãezinha minha curtindo a companhia da sogrinha idem.
Um tio meu lendo jornal na sala e um tio da noiva chegando de surpresa.
Uma tia finalizando laços, a outra recolhendo folhas que um vento de meu Deus jogou na piscina.
A noiva linda, tão feliz, mas tão feliz...
AH! como eu amo esta família unida, companheira, alegre.
As filhas preferidas irmãs da noiva serão madrinhas e presentearam o casal com a noite de núpcias.
O paizão ansioso, fingindo que é durão (que pai consegue?).
E a mãe esta, cansada, orgulhosa, feliz, feliz, feliz....

sábado, 16 de agosto de 2008

Ela vai se casar!!!

É. A filha do meio preferida vai se casar e a ficha só começou a cair hoje.
Não que eu não tenha me envolvido com os preparativos ("Ah, mã...lembrei que você precisa me ajudar a fazer as lembrancinhas dos padrinhos também!")
Mas somente hoje, quando organizava algumas coisas com meu par, para a chegada da parentalha, é que me dei conta que daqui a 20 dias ela não regressará do trabalho e dirá: "Vou descansar um pouco antes de corrigir as provas". Ou não ligará pra dizer: "Mã, não vou jantar em casa tá?"
Mas vai ser bom. Ela vai regressar do trabalho e vai descansar antes de corrigir as provas. Só que na casa dela. E quando não for jantar...epa!!! Ela não vinha jantar quando ia direto pra casa da cara-metade, mas agora a casa da cara-metade será a casa dela também, então...ela vai jantar em casa sempre!
E eu aqui, ficarei pensando (como faço com a filha mais velha preferida): "Será que ela já fez o jantar? Será que, com tudo que ela tem pra fazer, está dando tempo de cuidar das coisinhas da casa?"
É muito boa a sensação do dever cumprido e ver as filhas felizes e independentes. Mas o coração fica apertadinho quando a "galinha levanta as asas" e percebe que os pintinhos estão indo embora, um a um. Ai ai.

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Visitas, visitas, visitas, visit...

Moro há 27 anos fora de Sampa, por isso, tornou-se comum receber visitas aparentadas em casa. Quer fosse aqui, ou qualquer outra cidade onde morei, sempre tinha alguém da família em nossa casa. Mais freqüentemente minha mãe e minha querida sogrinha (e não pensem que estou sendo sarcástica, pois ela é dez).
Sempre tive muito "jogo de cintura" prá receber e contornar situações que, por ventura, se mostrassem delicadas.
Mas agora, estou com um "frio da barriga" pois, em setembro, vou receber o pessoal de Sampa da minha família e também da família do meu par. Tudo junto. Haja cama. Haja comida. Haja chuveiro. Mas é o casório de minha querida filha do meio, e tá valendo tudo.
A noiva vai mudar-se pro apê novinho em folha prá ceder o quarto. Prá quem? Sei lá. Seu padrinho com a esposa, ou seu tio-avô com a cara metade, ou...
A caçulinha, que linda!, vai dormir na casa da amiga prá ceder seu quarto prá vovó e tia Cécil, ou sua madrinha e padrinho, ou...
Lá atrás, onde têm dois quartos... putz! sei não! o tio este com a tia, a prima esta com o quase marido, a tia outra com o tio e o filho (que quer trazer a namorada). Ai ai ai.
Tá valendo tudo. E o melhor de tudo é que as duas famílias se conhecem bem (também, depois de 30 anos, né?), e se dão muito bem. Não quero nem imaginar se o tio Beto, da minha família, vier e se encontrar com o tio Renato, da família do par. Ui! vai dar merda! (com todo o respeito). É que não sei qual deles é mais doido ou tem menos "parafusos", e quando se juntam...
Mas tá valendo tudo. Nada como unir duas famílias felizes, que se gostam, que se dão bem.
Pena os avôs não estarem presentes, por um capricho do destino. Mas tenho certeza que estarão conosco de outra forma.
E na casa do noivo não vai ser diferente, pois a família alemã também estará presente.
Tem ascendência de todos os lugares: Brasil, Portugal, Itália, Lituânia, Okinawa, Alemanha... e viva a confraternização entre os povos!!!
E viva minha filha do meio preferida que resolveu se casar! E viva o Gunther, que resolveu se casar com ela! Hehe

domingo, 13 de julho de 2008

Fábrica de Realizações

Fábrica de tijolos. Fabricar tijolo.
Tijolo de barro e cimento para edificar casas.
Tijolo de projetos e planos para edificar sonhos.
Tijolo de barro e cimento e projetos e planos para realizar a casa dos sonhos.
Fabricar sonhos, fabricar casas. Fábrica de tijolos.