Por muitos anos vivi "fechada em copas" sem saber exatamente quem eu poderia ser.
Isso começou a mudar quando morei na Venezuela e fiz parte da Associação de Damas Brasileiras. Essa associação tinha como meta manter um orfanato de meninas e organizar vários eventos durante o ano pra arrecadar fundos pra essa entidade. Participar disso não comprometia meu lado mãe/esposa/dona-de-casa, já que as reuniões eram sempre no horário de aula das meninas. Durante as reuniões, muitas, mas muitas das minhas sugestões foram aceitas e a direção sempre elogiava minha participação.
Uma querida amiga que conheci lá e que mora em Brasília, sempre me falava de meu potencial. Mas eu não acreditava muito nisso. Elsa é seu nome.
Nos últimos dez anos, iniciei projetos que não deram certo. Tive perdas financeiras com um deles e quase me convenceram de que realmente eu era incompetente. Quase.
Mas mudei pro interior e aí...
Em junho comecei a fazer, aqui em Bela Vista, um curso ministrado pelo SEBRAE chamado PER: Programa do Empreendedor Rural. É um curso muito interessante e que pode ser aplicado em qualquer situação de nossas vidas.
Por muitas vezes durante o curso, eu me lembrei das palavras da Elsa. Em todas as aulas fazíamos atividades relacionadas ao tema do dia e atividades comportamentais. Em muitas delas fui escolhida como líder. Noutras, não havia uma escolha, mas eu acabava liderando sem querer. E em todas me saí muito bem. E sempre que era elogiada, as palavras de minha amiga chegavam aos meus ouvidos. Num evento do grupo, uma colega me disse: "- Helô, sem você o PER não teria sido como foi. Você fez a diferença."
Paralelo ao curso me engajei (com amigos do curso e outros mais) na criação do Conselho de Desenvolvimento de Turismo da cidade. Temos que mostrar ao estado de Goiás o que este município tem de bom. E fui escolhida pra levar ao prefeito nossas propostas, juntamente com o secretário da área. Disseram que eu tinha o perfil pra essa tarefa.
E de repente, eu me vejo sendo sondada pra trabalhar com a esposa do prefeito em alguns de seus projetos sociais. Um deles me interessa muito, já que poderei ajudar um grupo de pessoas a não cometer os erros que eu cometi numa empresa que tive. Muitas pessoas da cidade me pedem pra usar aqui a experiência de vida que trago das cidades grandes onde vivi. E volto a ouvir a voz da minha amiga.
Sempre tive muitos projetos. Quase nenhum foi pra frente. Mas agora eu percebo que todos os erros, e todos os acertos desses 53 anos de vida estão me ajudando a criar meu melhor projeto: EU MESMA.
CARPE DIEM
*O título do post foi "copiado" do blog do Jack (com sua anuência, claro).
Mostrando postagens com marcador coragem. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador coragem. Mostrar todas as postagens
domingo, 4 de outubro de 2009
quinta-feira, 13 de novembro de 2008
Frases (extraídas de textos de Cris Guerra)
O passado é um lugar bonito para visitar de vez em quando. Não para morar. O tempo tem sua mágica. Não se vive uma vida de ontens.
Mas, de tempos em tempos é bom olhar para trás e redescobrir do que somos feitos. Que tijolos são esses que nos sustentam. E chorar para sentir, para reconhecer. Chorar para sorrir.
Existe hora e lugar para isso.
O amor é feito de liberdade. É como ter, todos os dias, muitas outras opções.
E ainda assim, fazer sempre a mesma livre escolha.
CARPE DIEM
Mas, de tempos em tempos é bom olhar para trás e redescobrir do que somos feitos. Que tijolos são esses que nos sustentam. E chorar para sentir, para reconhecer. Chorar para sorrir.
Existe hora e lugar para isso.
O amor é feito de liberdade. É como ter, todos os dias, muitas outras opções.
E ainda assim, fazer sempre a mesma livre escolha.
CARPE DIEM
sexta-feira, 15 de agosto de 2008
Um verdadeiro campeão

Muito se tem dito sobre as olímpiadas e nossa participação nos jogos.
Não há como não ter uma "pontinha" de inveja das zilhões de medalhas que ganham EUA, China, Romênia, Japão...
Mas também não há como não perceber as diferenças gritantes entre todos esses países e nosso Brasil varonil.
Espero que os brasileiros tenham visto a incrível reportagem feita sobre uma escola de atletas na China (em regime de internato). As crianças chegam aos 6 anos e permanecem lá até os 27 para estudar e treinar. Claro que eles têm os fins de semana para estarem com as famílias (que muitas vezes não vão às visitas pra não tirarem o foco das crianças/jovens/quase adultos).
Como não saber dos colégios e universidades americanas que presenteiam alguns alunos com bolsas de estudo integrais em troca de uma dedicação total ao esporte?
Pois é.
Nosso atleta Sandro Viana vendeu tudo em sua cidade no Nordeste pra poder ir a São Paulo treinar. Quase perdeu a esposa pois a aliança de casamento entrou no pacote de vendas.
Nosso grande judoca Eduardo Santos, que tenho certeza era um completo desconhecido para todos os brasileiros incluindo a mim,
chegou à faixa marrom aos 14 anos, mas nunca teve dinheiro pra fazer o "exame" (que custa a bagatela de R$ 1.500,00) e passar à faixa preta.
Somente este ano, aos 25 anos, e depois de ter-se classificado para as Olimpíadas, é que conseguiu a isenção do pagamento e fez o exame. E claro, passou.
Ao perder a medalha de bronze, pediu perdão ao país por "não ter tido competência para ganhar" (palavras dele). Como assim, não teve competência? E quem, neste país, tem competência pra pensar isso de um atleta como ele?
Ouvi de um brasileiro como Sandro e Eduardo, como você e eu, que para o número de atletas que o Brasil leva às Olimpíadas, traz poucas medalhas.
Não é assim que devemos pensar. O pensamento deve ser: para o descaso com que o Brasil trata a maioria de seus atletas, eles trazem medalhas demais.
Tenho orgulho de ser brasileira e ter nascido na mesma pátria mãe gentil de tantos Eduardo Santos, que não trazem no pescoço uma medalha de ouro/prata/bronze, mas trazem no peito, apesar de tudo, um coração brasileiro cheio de amor, respeito e orgulho. E resignação.
Parabéns para nossos campeões.
quinta-feira, 10 de julho de 2008
Criação
Bom dia aos meus já 12 ou 13 leitores (serão tantos?).
Venho a público externar meus mais sinceros agradecimentos à minha amiga maluqueteMarineteguaranete, que me apresentou ao mundo bloguiano.
Foi numa segunda-feira, 16 de junho. Em vinte minutos de papo ela me convenceu a criar um blog. Me mostrou de forma "rudimentar" como fazê-lo e saiu prá almoçar me deixando com a maquininha que faz quase tudo sozinha.
Depois de duas horas e meia (pasmem, mas ela gasta todo esse tempo comendo), comuniquei-lhe o fato: blog pronto, nome escolhido. Início dos trabalhos.
E cá estou eu hoje, me achando.
P.S. Nem eu levei tanto tempo prá criá-lo, nem ela tanto tempo prá comer.
P.S.2 Amanhã vou postar como convidada no Guaraná com Canudinho (tô me achando mesmo!).
Venho a público externar meus mais sinceros agradecimentos à minha amiga maluqueteMarineteguaranete, que me apresentou ao mundo bloguiano.
Foi numa segunda-feira, 16 de junho. Em vinte minutos de papo ela me convenceu a criar um blog. Me mostrou de forma "rudimentar" como fazê-lo e saiu prá almoçar me deixando com a maquininha que faz quase tudo sozinha.
Depois de duas horas e meia (pasmem, mas ela gasta todo esse tempo comendo), comuniquei-lhe o fato: blog pronto, nome escolhido. Início dos trabalhos.
E cá estou eu hoje, me achando.
P.S. Nem eu levei tanto tempo prá criá-lo, nem ela tanto tempo prá comer.
P.S.2 Amanhã vou postar como convidada no Guaraná com Canudinho (tô me achando mesmo!).
segunda-feira, 16 de junho de 2008
E agora?

Tão fácil! Tão simples! E eu criei um blog. E agora? Minha filha mais velha me disse uma vez, depois de ler alguns depoimentos que fiz no orkut para pessoas queridas, que eu deveria escrever. Assim mesmo: "Mã, você já pensou em escrever?" Pensei! E agora, depois de passar dias com pensamentos fervilhando em minha cabeça... criei um blog. Será que dou conta? Cheguei a pensar: "e se as pessoas não gostarem das coisas que vou escrever?" Mas imediatamente percebi que vou escrever para mim, então, me desculpem as pessoas que não gostarem. Ou melhor, não precisam me desculpar. A excitação quase infantil que essa criação me proporcionou fez com que os pensamentos fervilhantes dos últimos dias desaparecessem. E agora?
Assinar:
Postagens (Atom)