Queridos amigos e amigas internautas, estou encerrando este blog. Mas já tem outro saindo do forno. Àqueles que quiserem me dar o prazer de continuar comigo, podem me mandar um e-mail que fornecerei o nome do novo blog. Foi um prazer tê-los aqui e será um prazer recebê-los na nova casa.
e-mail heloavilak@gmail.com
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sábado, 28 de novembro de 2009
segunda-feira, 11 de maio de 2009
Guardados
Dedico o texto de hoje a todos os queridos guaranetes e alguns convidetes que "tão duramente me malharam, qual Judas num sábado de Aleluia", porque eu escrevi desprezar quem guarda ou coleciona tudo. De forma alguma estas linhas são uma reclamação, até porque o respeito que todos demonstraram por minha opinião me confirmou a solidez e transparência de nossa amizade, apesar de virtual. O verbo "malhar" foi usado de forma positiva, pois é isso (também) que fazemos uns com os outros no blog Guaraná
Neste fim de semana fui à Brasília pra iniciar os preparativos da mudança definitiva pra Bela Vista de Goiás. Já sabia que meu par, no pouco tempo disponível durante a semana, estava fazendo a parte dele embalando coisas, desmontando outras e organizando tantas mais.
(Esta é a 18ª mudança que fazemos, e somente duas foram feitas por empresas especializadas: ida e regresso do exterior. Todas as outras foram embaladas por mim, dos talheres aos quadros.)
Quando cheguei em casa, vi uma quantidade absurda de caixas esperando por mim. Não 4 ou 6 ou 10. Muuuuuuuitas. Meu par havia guardado TODAS as caixas de todos os utensílios, e eletrodomésticos (tem hífen?), e eletroeletrônicos. Alguns já se estragaram. Mas as caixas estavam lá. E nossa última mudança foi há 11 anos! E de repente, fiquei feliz ao perceber que o jogo de jantar que gosto tanto estará bem embalado, os copos de cristal, a máquina de fazer pão...
Caixinhas guardadas dentro de caixas, guardadas dentro de caixões.
A bem da verdade eu nem sabia que todas essas caixas estavam esperando por outra mudança. Sabia de algumas. Mas todas! Nem pensar!
E agora me vejo mordendo a língua, pois se ele não tivesse guardado todas essas caixas desnecessárias, que ocupam um espaço enorme, num sótão que eu nem visito, eu não estaria tão tranquila sabendo que minhas coisinhas estarão bem acondicionadas pra mais uma mudança. E ele que guarde tudo mais uma vez. Vai que a gente mude de novo!!!
Em tempo: Eu tenho uma coleção de bonecas.
CARPE DIEM
Neste fim de semana fui à Brasília pra iniciar os preparativos da mudança definitiva pra Bela Vista de Goiás. Já sabia que meu par, no pouco tempo disponível durante a semana, estava fazendo a parte dele embalando coisas, desmontando outras e organizando tantas mais.
(Esta é a 18ª mudança que fazemos, e somente duas foram feitas por empresas especializadas: ida e regresso do exterior. Todas as outras foram embaladas por mim, dos talheres aos quadros.)
Quando cheguei em casa, vi uma quantidade absurda de caixas esperando por mim. Não 4 ou 6 ou 10. Muuuuuuuitas. Meu par havia guardado TODAS as caixas de todos os utensílios, e eletrodomésticos (tem hífen?), e eletroeletrônicos. Alguns já se estragaram. Mas as caixas estavam lá. E nossa última mudança foi há 11 anos! E de repente, fiquei feliz ao perceber que o jogo de jantar que gosto tanto estará bem embalado, os copos de cristal, a máquina de fazer pão...
Caixinhas guardadas dentro de caixas, guardadas dentro de caixões.
A bem da verdade eu nem sabia que todas essas caixas estavam esperando por outra mudança. Sabia de algumas. Mas todas! Nem pensar!
E agora me vejo mordendo a língua, pois se ele não tivesse guardado todas essas caixas desnecessárias, que ocupam um espaço enorme, num sótão que eu nem visito, eu não estaria tão tranquila sabendo que minhas coisinhas estarão bem acondicionadas pra mais uma mudança. E ele que guarde tudo mais uma vez. Vai que a gente mude de novo!!!
Em tempo: Eu tenho uma coleção de bonecas.
CARPE DIEM
quarta-feira, 15 de abril de 2009
Recomeçando

No início de 75, numa curta viagem ao RJ, conheci um loiro de olhos azuis, paulista como eu, por quem me apaixonei à primeira vista. Casamos depois de dois anos e meio de namoro. Em 81 surgiu a oportunidade de mudarmos pra Brasília e eu nem pisquei. Disse a ele: "- Vou pra onde você for." E depois Curitiba. E novamente Brasília. E Sorocaba, onde compramos nossa primeira casa, o que me fez pensar: "- Agora vamos ancorar."
Mas ainda faltava Caracas, por quatro anos. Em todos esses lugares mudamos de casas duas ou três vezes. E novamente Brasília em 98, onde compramos outra casa depois de vender a primeira, o que me deu a sensação de "porto final". Depois de 6 anos, a filha mais velha preferida perguntou: - "Nunca mais nós vamos mudar?"
Diante da possibilidade remota de uma outra mudança ela decidiu: -"Então mudo eu." E foi morar sozinha.
E agora, depois de onze anos ancorados em Brasília, outra partida, outro recomeço. Casa em Brasília vendida, casa em Bela Vista comprada.
Tudo novo. Tudo diferente. A começar pela mudança sem as filhas queridas, que permanecem na capital federal. Depois o par, que resolveu abandonar a profissão e se dedicar em tempo integral à fábrica de tijolos ecológicos que estamos montando.
E eu, enquanto cuido das plantações, me pergunto: - "Haverá porto onde eu vá desmontar o navio?" Sei não.
CARPE DIEM
Mas ainda faltava Caracas, por quatro anos. Em todos esses lugares mudamos de casas duas ou três vezes. E novamente Brasília em 98, onde compramos outra casa depois de vender a primeira, o que me deu a sensação de "porto final". Depois de 6 anos, a filha mais velha preferida perguntou: - "Nunca mais nós vamos mudar?"
Diante da possibilidade remota de uma outra mudança ela decidiu: -"Então mudo eu." E foi morar sozinha.
E agora, depois de onze anos ancorados em Brasília, outra partida, outro recomeço. Casa em Brasília vendida, casa em Bela Vista comprada.
Tudo novo. Tudo diferente. A começar pela mudança sem as filhas queridas, que permanecem na capital federal. Depois o par, que resolveu abandonar a profissão e se dedicar em tempo integral à fábrica de tijolos ecológicos que estamos montando.
E eu, enquanto cuido das plantações, me pergunto: - "Haverá porto onde eu vá desmontar o navio?" Sei não.
CARPE DIEM
terça-feira, 29 de julho de 2008
Nota de falecimento
Ele morreu.
Venho de uma família bastante espiritualizada, e por isso, encaramos a morte de uma maneira diferenciada. Isso não quer dizer que não soframos com a partida de um ente querido. Sofremos, e não é pouco. Mas temos consciência de que a morte é apenas uma etapa, e nosso ente querido, com a morte, iniciará uma nova caminhada. (Sabemos também que, se ele é extremamente racional e não acredita nessas coisas, tudo fica mais difícil).
Com isso, até inconscientemente, nos preparamos para a partida de nossos familiares. Isso é fácil? Claro que não. E muitas vezes tardamos muito a nos recuperar.
Algumas vezes, temos tempo de nos preparar para a partida, pois sabemos que, pela idade ou pela saúde de nosso parente, a possibilidade de morte cresce. Mas mesmo assim, quando acontece, sentimo-nos perdidos, traídos, abandonados.
Foi o que aconteceu comigo ontem. Essa morte, já muito anunciada e prevista, me pegou de surpresa. Sempre achamos que algo pode acontecer, até um milagre (e eu acredito em milagres).
Mas não houve milagre. Claro, com tantos anos de vida, tantas tentativas de "agora vamos acertar", tantos transplantes de "órgãos", havia sempre uma esperança. Qual o quê!
Ontem pela manhã, depois de ter sofrivelmente interagido comigo, e aproveitando-se de minha já constante fragilidade, ele partiu. Morreu. Se foi. De maneira covarde e egoísta.
Apesar de ter consciência de que isso poderia acontecer, fiquei chocada. E o primeiro pensamento que tive foi:" Você não merece meu pesar, minhas lágrimas, meu luto".
E imediatamente comecei a procurar outro computador.
P.S. Minha filha caçula preferida emprestou-me seu notebook para que eu pudesse informá-los do ocorrido.
Venho de uma família bastante espiritualizada, e por isso, encaramos a morte de uma maneira diferenciada. Isso não quer dizer que não soframos com a partida de um ente querido. Sofremos, e não é pouco. Mas temos consciência de que a morte é apenas uma etapa, e nosso ente querido, com a morte, iniciará uma nova caminhada. (Sabemos também que, se ele é extremamente racional e não acredita nessas coisas, tudo fica mais difícil).
Com isso, até inconscientemente, nos preparamos para a partida de nossos familiares. Isso é fácil? Claro que não. E muitas vezes tardamos muito a nos recuperar.
Algumas vezes, temos tempo de nos preparar para a partida, pois sabemos que, pela idade ou pela saúde de nosso parente, a possibilidade de morte cresce. Mas mesmo assim, quando acontece, sentimo-nos perdidos, traídos, abandonados.
Foi o que aconteceu comigo ontem. Essa morte, já muito anunciada e prevista, me pegou de surpresa. Sempre achamos que algo pode acontecer, até um milagre (e eu acredito em milagres).
Mas não houve milagre. Claro, com tantos anos de vida, tantas tentativas de "agora vamos acertar", tantos transplantes de "órgãos", havia sempre uma esperança. Qual o quê!
Ontem pela manhã, depois de ter sofrivelmente interagido comigo, e aproveitando-se de minha já constante fragilidade, ele partiu. Morreu. Se foi. De maneira covarde e egoísta.
Apesar de ter consciência de que isso poderia acontecer, fiquei chocada. E o primeiro pensamento que tive foi:" Você não merece meu pesar, minhas lágrimas, meu luto".
E imediatamente comecei a procurar outro computador.
P.S. Minha filha caçula preferida emprestou-me seu notebook para que eu pudesse informá-los do ocorrido.
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