
Adoro as cidades do interior. As pessoas são mais ingênuas, mais caridosas, mais simples, mais confiáveis. E todo mundo conhece todo mundo.
Se estamos na rua conversando com o Fulano e a sogra do sogro dele se aproxima, ele logo vai apresentando. E a senhorinha, muito simpática vai dizendo: - Já soube que cês tão montando negócio aqui, né? Ih, cês vão gostá muito da cidade, tem de tudo aqui!
E tem festa junina também. Na praça! Com apresentação de vários grupos de dança, com criança perdida chamando a mãe pelo microfone, com espetinho, pamonha, pipoca, bolo de mandioca... e sem quentão. Esqueceram do quentão. Tem paquera na praça. Tem rojão soltado um a um, fogos de artifício que a criança acha que é uma nuvem que quebrou.
O respeito é tanto que a quadrilha principal só começa a se apresentar depois que o casamento na igreja matriz acaba, prá um não atrapalhar o outro.
Tem muito forró, bandeirinha de S. João. E tem forasteiros como eu, encantada com a cidade do interior.