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segunda-feira, 11 de maio de 2009

Guardados

Dedico o texto de hoje a todos os queridos guaranetes e alguns convidetes que "tão duramente me malharam, qual Judas num sábado de Aleluia", porque eu escrevi desprezar quem guarda ou coleciona tudo. De forma alguma estas linhas são uma reclamação, até porque o respeito que todos demonstraram por minha opinião me confirmou a solidez e transparência de nossa amizade, apesar de virtual. O verbo "malhar" foi usado de forma positiva, pois é isso (também) que fazemos uns com os outros no blog Guaraná

Neste fim de semana fui à Brasília pra iniciar os preparativos da mudança definitiva pra Bela Vista de Goiás. Já sabia que meu par, no pouco tempo disponível durante a semana, estava fazendo a parte dele embalando coisas, desmontando outras e organizando tantas mais.
(Esta é a 18ª mudança que fazemos, e somente duas foram feitas por empresas especializadas: ida e regresso do exterior. Todas as outras foram embaladas por mim, dos talheres aos quadros.)
Quando cheguei em casa, vi uma quantidade absurda de caixas esperando por mim. Não 4 ou 6 ou 10. Muuuuuuuitas. Meu par havia guardado TODAS as caixas de todos os utensílios, e eletrodomésticos (tem hífen?), e eletroeletrônicos. Alguns já se estragaram. Mas as caixas estavam lá. E nossa última mudança foi há 11 anos! E de repente, fiquei feliz ao perceber que o jogo de jantar que gosto tanto estará bem embalado, os copos de cristal, a máquina de fazer pão...
Caixinhas guardadas dentro de caixas, guardadas dentro de caixões.
A bem da verdade eu nem sabia que todas essas caixas estavam esperando por outra mudança. Sabia de algumas. Mas todas! Nem pensar!
E agora me vejo mordendo a língua, pois se ele não tivesse guardado todas essas caixas desnecessárias, que ocupam um espaço enorme, num sótão que eu nem visito, eu não estaria tão tranquila sabendo que minhas coisinhas estarão bem acondicionadas pra mais uma mudança. E ele que guarde tudo mais uma vez. Vai que a gente mude de novo!!!

Em tempo: Eu tenho uma coleção de bonecas.

CARPE DIEM

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Recomeçando


No início de 75, numa curta viagem ao RJ, conheci um loiro de olhos azuis, paulista como eu, por quem me apaixonei à primeira vista. Casamos depois de dois anos e meio de namoro. Em 81 surgiu a oportunidade de mudarmos pra Brasília e eu nem pisquei. Disse a ele: "- Vou pra onde você for." E depois Curitiba. E novamente Brasília. E Sorocaba, onde compramos nossa primeira casa, o que me fez pensar: "- Agora vamos ancorar."
Mas ainda faltava Caracas, por quatro anos. Em todos esses lugares mudamos de casas duas ou três vezes. E novamente Brasília em 98, onde compramos outra casa depois de vender a primeira, o que me deu a sensação de "porto final". Depois de 6 anos, a filha mais velha preferida perguntou: - "Nunca mais nós vamos mudar?"
Diante da possibilidade remota de uma outra mudança ela decidiu: -"Então mudo eu." E foi morar sozinha.
E agora, depois de onze anos ancorados em Brasília, outra partida, outro recomeço. Casa em Brasília vendida, casa em Bela Vista comprada.
Tudo novo. Tudo diferente. A começar pela mudança sem as filhas queridas, que permanecem na capital federal. Depois o par, que resolveu abandonar a profissão e se dedicar em tempo integral à fábrica de tijolos ecológicos que estamos montando.
E eu, enquanto cuido das plantações, me pergunto: - "Haverá porto onde eu vá desmontar o navio?" Sei não.

CARPE DIEM

sábado, 20 de setembro de 2008

Planejando a mudança

Agora não tem desculpa. É começar a planejar EFETIVAMENTE a mudança parcial pro interior do Planalto Central. Há que se pensar em quais coisas são indispensáveis (como esta maquineta aqui), quais coisas podem esperar um pouco pra serem levadas, e quais podem ser deixadas sem que eu sinta falta delas. Tenho que pedir uma linha telefônica, colocar antena de televisão na casa, contratar internet e, mais tarde, arrumar um cachorrinho que me faça companhia nas noites em que estarei por lá.
Planejar. Planejar. Planejar. E rápido, pois a época das águas se aproxima e precisamos aproveitá-la ao máximo.

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Mudando as coisas

Que loucura que estão sendo estes dias!!!
Mudando coisas dentro da casa, para receber familiares; mudando coisas fora de casa pra receber mais pessoas; mudando as coisas da filha que vai casar... e separando coisas que irão comigo para outra cidade: casada e com filha em casa, vou deixar o par e a filha para iniciar o que será a 3ª etapa de nossas vidas.
E semana que vem é o casório. Gostaria que nesta última semana meus dias tivessem 30 horas. Ou 36.
Se a filha caçula preferida resolver casar nos próximos dez anos EU FUJO!!!