Rotina:
Acordar. Tomar banho. Café da manhã. Trabalhar. Incomodar-se com aquele colega de trabalho chato pra caramba. Almoço. Trabalhar. Voltar pra casa. Tomar banho. Jantar. Fazer qualquer coisa e...dormir.
Podemos ser desregrados ou excessivamente regrados que dá no mesmo.
Um belo dia acordamos e fazemos tudo igual. Ou quase. De repente, num determinado momento, a vista se turva, o coração fraqueja... e já não somos mais donos de nossas vidas.
A UTI passa a ser nossa morada. Sedados, entalados, entubados. Não temos mais domínio sobre nós.
Passamos a depender da competência de médicos e enfermeiras. Que impotência!!!
Pouco importa o que façamos. O desregrado se arrisca. E o regrado? Este, algumas vezes, é traído pelo destino que resolve lhe pregar uma peça. E não se pode fazer nada além de esperar.
É incrível como temos a pretensão de achar que as rédeas de nossas vidas estão em nossas mãos!
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sexta-feira, 17 de outubro de 2008
quinta-feira, 7 de agosto de 2008
Identificação
Muitos sentimentos unem as pessoas.
Podemos vê-las unidas pelo amor, pelo trabalho, pela amizade, pelo sangue... e pela dor também.
Vou falar especificamente da dor física. Tenho freqüentado uma clínica de fisioterapia prá curar uma lesão no menisco. Meu problema é "pinto" perto de outros que tenho visto por lá. Mas o que me tem chamado a atenção é a cumplicidade das pessoas que estão lá todos os dias, mais ou menos no mesmo horário, e que acabam por conhecer os problemas umas das outras.
Normalmente os homens são mais fechados (basta lembrar que as mulheres se conhecem numa festa e dois dias depois já estão se chamando de "queridas"), mas o que tenho presenciado nesse ambiente tão "sui generis", é a necessidade que eles também têm de conversar, falar do que lhes aconteceu, perguntar pela melhora das outras pessoas.
Há uma senhorinha com adiantadas sete décadas de vida que "bate o ponto" lá há muito tempo, pelo que pude deduzir. Ela sabe o nome de todas as fisioterapeutas, pergunta prá todo mundo o que lhes aconteceu, e hoje, presenciei uma cena muito engraçada com ela. Ela perguntou a um homem que me parece também freqüentar a clínica há bastante tempo, o porquê de sua filhinha não ter ido com ele nenhum dia nesta semana. Ele respondeu de forma gozadora: -"Não acredito que a senhora não reparou que nesta semana as aulas recomeçaram!"
E ela prontamente respondeu: -"Não acredito que você não reparou que não tenho filhos em idade escolar há muito tempo!" Todas as pessoas que estavam fazendo exercícios mais ou menos doloridos desataram a rir. Naquele momento éramos todos conhecidos sem nos apresentar, parentes por afinidade de tratamento, amigos identificados pela dor e pela esperança de resultados para nossos problemas.
Podemos vê-las unidas pelo amor, pelo trabalho, pela amizade, pelo sangue... e pela dor também.
Vou falar especificamente da dor física. Tenho freqüentado uma clínica de fisioterapia prá curar uma lesão no menisco. Meu problema é "pinto" perto de outros que tenho visto por lá. Mas o que me tem chamado a atenção é a cumplicidade das pessoas que estão lá todos os dias, mais ou menos no mesmo horário, e que acabam por conhecer os problemas umas das outras.
Normalmente os homens são mais fechados (basta lembrar que as mulheres se conhecem numa festa e dois dias depois já estão se chamando de "queridas"), mas o que tenho presenciado nesse ambiente tão "sui generis", é a necessidade que eles também têm de conversar, falar do que lhes aconteceu, perguntar pela melhora das outras pessoas.
Há uma senhorinha com adiantadas sete décadas de vida que "bate o ponto" lá há muito tempo, pelo que pude deduzir. Ela sabe o nome de todas as fisioterapeutas, pergunta prá todo mundo o que lhes aconteceu, e hoje, presenciei uma cena muito engraçada com ela. Ela perguntou a um homem que me parece também freqüentar a clínica há bastante tempo, o porquê de sua filhinha não ter ido com ele nenhum dia nesta semana. Ele respondeu de forma gozadora: -"Não acredito que a senhora não reparou que nesta semana as aulas recomeçaram!"
E ela prontamente respondeu: -"Não acredito que você não reparou que não tenho filhos em idade escolar há muito tempo!" Todas as pessoas que estavam fazendo exercícios mais ou menos doloridos desataram a rir. Naquele momento éramos todos conhecidos sem nos apresentar, parentes por afinidade de tratamento, amigos identificados pela dor e pela esperança de resultados para nossos problemas.
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