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segunda-feira, 18 de maio de 2009

...e ela cresceu

Minhas filhas cresceram. Tornaram-se adultas bem resolvidas, profissionais competentes, pessoas bonitas por dentro e por fora (mãe é mãe).
Tenho muito orgulho delas. E muito orgulho de mim também. Por que não? Sei que errei algumas vezes, mas com certeza os acertos foram muitos maiores. Elas estão aí, pra confirmar isso.
Verena divide-se entre o emprego no BB e seu consultório de psicologia, lugar onde realmente se realiza.
Mirella é bióloga e professora, e incutiu em nós o respeito e preocupação com o planeta e o meioambiente. Há muito faz parte de nossas vidas reciclar e preservar.
E Raíssa, nossa caçula, inicia agora nova etapa de vida. Com a mudança definitiva dos pais pra Bela Vista de Goiás, ela vai morar sozinha. Sei que sua maturidade e responsabilidade serão fundamentais pra que ela tenha sucesso nessa nova empreitada. Mas fica um sentimento de abandono também. Afinal, não foi uma opção dela morar só. O que me acalma e alegra é ver sua empolgação em levar amigas pra ajudá-la a pintar o cantinho que escolheu, comprar os móveis , escolher coisas de nossa casa que ela faz questão de levar.
Suas irmãs e amigas organizaram um chá de cozinha pra ela, e pela quantidade de adereços incluidos em seu visual, acho que ela não acertou nenhum dos presentes.


Vevê, Rai e Mimi

A caçulinha de todos nós cresceu. E certamente vai saber ser "dona de seu nariz".

CARPE DIEM

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Bela Vista de Goiás


Felicidade, é uma cidade pequenina, uma casinha, uma colina
Qualquer lugar que se ilumina, quando a gente quer amar. (Moraes Moreira)

Como é bom ser feliz! Jamais pensei que me adaptaria tão facilmente à uma cidade pequena, simples, mas tão hospitaleira.
Há seis meses moro nesta cidade e só encontrei uma pessoa chata por aqui. Todos são atenciosos, gentis. Todos já me consideram "da família".
Claro que esta cidade não foge à regra das fofocas. Comprei uma casa num sábado à tarde, e na segunda-feira todos os conhecidos (e os desconhecidos também) já sabiam da compra, do local e até do preço pago por ela. Me paravam numa loja ou na padaria pra dizerem isso.
Não estranhei. Afinal, ao comprar um botijão de gás logo depois de mudar, o dono do depósito perguntou ao meu par: "- O senhor é o homem que vai montar a cerâmica?" Poucas pessoas sabiam sobre a fábrica de tijolos ecológicos por nosso intermédio. Mas a cidade toda já sabia. Em outros tempos acharia isso um absurdo, um "cuidar da vida dos outros". Hoje já não penso assim.
Sei que nossa chegada foi um evento e tanto. Gente de Brasília pra morar aqui!
Já estou bem adaptada. E agora, com o par vindo em definitivo pra Bela Vista, sei que esta nova etapa de nossas vidas será revigorante. Com maracujás, eucaliptos, mandiocas e tijolos ecológicos. E muita alegria. E muita felicidade.


CARPE DIEM

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Recomeçando


No início de 75, numa curta viagem ao RJ, conheci um loiro de olhos azuis, paulista como eu, por quem me apaixonei à primeira vista. Casamos depois de dois anos e meio de namoro. Em 81 surgiu a oportunidade de mudarmos pra Brasília e eu nem pisquei. Disse a ele: "- Vou pra onde você for." E depois Curitiba. E novamente Brasília. E Sorocaba, onde compramos nossa primeira casa, o que me fez pensar: "- Agora vamos ancorar."
Mas ainda faltava Caracas, por quatro anos. Em todos esses lugares mudamos de casas duas ou três vezes. E novamente Brasília em 98, onde compramos outra casa depois de vender a primeira, o que me deu a sensação de "porto final". Depois de 6 anos, a filha mais velha preferida perguntou: - "Nunca mais nós vamos mudar?"
Diante da possibilidade remota de uma outra mudança ela decidiu: -"Então mudo eu." E foi morar sozinha.
E agora, depois de onze anos ancorados em Brasília, outra partida, outro recomeço. Casa em Brasília vendida, casa em Bela Vista comprada.
Tudo novo. Tudo diferente. A começar pela mudança sem as filhas queridas, que permanecem na capital federal. Depois o par, que resolveu abandonar a profissão e se dedicar em tempo integral à fábrica de tijolos ecológicos que estamos montando.
E eu, enquanto cuido das plantações, me pergunto: - "Haverá porto onde eu vá desmontar o navio?" Sei não.

CARPE DIEM

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Solidão

Solidão é quando a pessoa que você escolhe pra conhecer sua alma não se interessa por isso.
(Adaptação de texto de Cris Guerra)

sábado, 20 de setembro de 2008

Planejando a mudança

Agora não tem desculpa. É começar a planejar EFETIVAMENTE a mudança parcial pro interior do Planalto Central. Há que se pensar em quais coisas são indispensáveis (como esta maquineta aqui), quais coisas podem esperar um pouco pra serem levadas, e quais podem ser deixadas sem que eu sinta falta delas. Tenho que pedir uma linha telefônica, colocar antena de televisão na casa, contratar internet e, mais tarde, arrumar um cachorrinho que me faça companhia nas noites em que estarei por lá.
Planejar. Planejar. Planejar. E rápido, pois a época das águas se aproxima e precisamos aproveitá-la ao máximo.