Carpe Diem é uma expressão, em latim, do poema "ODES" de Horácio, poeta romano:
CARPE DIEM QUAM MINIMUM CREDULA POSTERO e quer dizer:
Colha o dia e confia o mínimo no amanhã.
Em suma, o espírito da frase pode ser entendido como: "Aproveitar as oportunidades que a vida lhe oferece no momento em que elas se apresentam".
Ou ainda: "Aproveitar a vida e não ficar apenas pensando no futuro".
Rubem Alves disse: "Colha o dia como se fosse um fruto maduro que amanhã estará podre. A vida não pode ser economizada para amanhã. Acontece sempre no presente".
A expressão CARPE DIEM é popularmente traduzida para "Aproveitem o dia".
Gostei disso, e por esse motivo, essa expressão fechará meus posts a partir de hoje.
CARPE DIEM
sexta-feira, 7 de novembro de 2008
quinta-feira, 6 de novembro de 2008
O jantar

Passei o dia do meu aniversário em casa atendendo miles de telefonemas. Falei com minha mãezinha preferida e irmã idem lá de Sampa, logo pela manhã. A irmã mais velha preferida também me cumprimentou logo cedo. Coisa boa isso! Sempre achei que as pessoas deveriam ser cumprimentadas pela manhã, pra poderem aproveitar os votos de "feliz dia". Não sendo assim, o dia já terá terminado quando receberem os votos.
À noitinha rumamos, a caçula e eu, pra casa da filha do meio onde seria o "jantar meu".
A filha mais velha já estava lá com o maridão e percebi que quem estava pilotando o fogão era o genro nipo-descendente. Logo depois chegou meu par que me fez acreditar qua havia se esquecido de data tão importante (também, quem mandou não me cumprimentar pela manhã, nénão?).
E foi nessa hora que descobri qual seria o prato principal : yakisoba!!! ÊBA!!!!
Um de meus pratos favoritos, feito pelas mãos experientes de quem entende e cozinha muito bem pratos japoneses. Foi uma surpresa e tanto. Como ele usa todos os ingredientes originais e tem a experiência herdada da mãe (viva a Tizuka!), a iguaria ficou muito melhor que muitos yakisobas que já comi em bons restaurantes orientais. D I V I N O! Adorei!
Papo bom, boa comida, cervejas especiais, presentinhos esperados, surpresa com outros.
E o bolo, claro!!! De laranja. Tudo de bom! Foi um feliz aniversário. Mesmo.
quarta-feira, 5 de novembro de 2008
Se... (Hermógenes)
Se, ao final desta existência,
Alguma ansiedade me restar
E conseguir me perturbar...
Se eu me debater aflito no conflito, na discórdia...
Se ainda ocultar verdades para ocultar-me,
Para ofuscar-me com fantasias por mim criadas...
Se restar abatimento e revolta
Pelo que não consegui possuir,
Fazer, dizer e mesmo ser...
Se eu retiver um pouco mais do pouco que é necessário
E persistir indiferente ao grande pranto do mundo...
Se algum ressentimento, algum ferimento
Impedir-me do imenso alívio
Que é o irrestritamente perdoar, e mais ainda...
Se ainda não souber sinceramente orar
Por quem me agrediu e injustiçou...
Se continuar a, mediocremente, denunciar o cisco no olho do outro
Sem conseguir vencer a treva e a trave em meu próprio...
Se seguir protestando, reclamando, contestando,
Exigindo que o mundo mude
Sem qualquer esforço para mudar eu...
Se, indigente da incondicional alegria interior,
Em queixas, ais e lamúrias,
Persistir e buscar consolo, conforto e simpatia
Para a minha ainda imperiosa angústia...
Se, ainda incapaz para a beatitude das almas santas,
Precisar dos prazeres medíocres que o mundo vende...
Se insistir ainda que o mundo silencie
Para que possa embeber-me de silêncio,
Sem saber realizá-lo em mim...
Se minha fortaleza e segurança
São ainda construídas com os materiais grosseiros e frágeis
Que o mundo empresta, e eu neles ainda acredito...
Se, imprudente e cegamente,
Continuar desejando adquirir, multiplicar,
E reter valores, coisas, pessoas, posições, ideologias,
Na ânsia de ser feliz...
Se, ainda presa do grande embuste,
Insistir e persistir iludido
Com a importância que me dou...
Se, ao fim de meus dias, continuar
Sem escutar, sem entender, sem atender,
Sem realizar o Cristo que, dentro de mim eu sou...
Terei me perdido na multidão abortada
Dos perdulários dos divinos talentos.
Os talentos que a vida a todos confia.
E serei um fraco a mais.
Um traidor da própria vida,
Da vida que investe em mim.
Que de mim espera, e que se vê frustrada diante de meu fim.
Se tudo isto acontecer, terei parasitado a vida.
E, inutilmente, ocupado o tempo e o espaço de Deus.
Terei meramente sido vencido pelo fim,
Sem ter atingido a Meta.
Alguma ansiedade me restar
E conseguir me perturbar...
Se eu me debater aflito no conflito, na discórdia...
Se ainda ocultar verdades para ocultar-me,
Para ofuscar-me com fantasias por mim criadas...
Se restar abatimento e revolta
Pelo que não consegui possuir,
Fazer, dizer e mesmo ser...
Se eu retiver um pouco mais do pouco que é necessário
E persistir indiferente ao grande pranto do mundo...
Se algum ressentimento, algum ferimento
Impedir-me do imenso alívio
Que é o irrestritamente perdoar, e mais ainda...
Se ainda não souber sinceramente orar
Por quem me agrediu e injustiçou...
Se continuar a, mediocremente, denunciar o cisco no olho do outro
Sem conseguir vencer a treva e a trave em meu próprio...
Se seguir protestando, reclamando, contestando,
Exigindo que o mundo mude
Sem qualquer esforço para mudar eu...
Se, indigente da incondicional alegria interior,
Em queixas, ais e lamúrias,
Persistir e buscar consolo, conforto e simpatia
Para a minha ainda imperiosa angústia...
Se, ainda incapaz para a beatitude das almas santas,
Precisar dos prazeres medíocres que o mundo vende...
Se insistir ainda que o mundo silencie
Para que possa embeber-me de silêncio,
Sem saber realizá-lo em mim...
Se minha fortaleza e segurança
São ainda construídas com os materiais grosseiros e frágeis
Que o mundo empresta, e eu neles ainda acredito...
Se, imprudente e cegamente,
Continuar desejando adquirir, multiplicar,
E reter valores, coisas, pessoas, posições, ideologias,
Na ânsia de ser feliz...
Se, ainda presa do grande embuste,
Insistir e persistir iludido
Com a importância que me dou...
Se, ao fim de meus dias, continuar
Sem escutar, sem entender, sem atender,
Sem realizar o Cristo que, dentro de mim eu sou...
Terei me perdido na multidão abortada
Dos perdulários dos divinos talentos.
Os talentos que a vida a todos confia.
E serei um fraco a mais.
Um traidor da própria vida,
Da vida que investe em mim.
Que de mim espera, e que se vê frustrada diante de meu fim.
Se tudo isto acontecer, terei parasitado a vida.
E, inutilmente, ocupado o tempo e o espaço de Deus.
Terei meramente sido vencido pelo fim,
Sem ter atingido a Meta.
Meu aniversário

Hoje é meu aniversário. Quando eu era pequena não gostava muito dos aniversários lá de casa porque muitas vezes meu pai se esquecia deles e nós ficávamos um tempão esperando ele chegar pra cantar PARABÉNS PRA VOCÊ. Não era por mal, sei disso, mas esquecia.
Quando entrei na adolescência, tinha vergonha de receber cumprimentos, pois sempre achava que as pessoas faziam isso por obrigação. Não era, claro!
Depois que me casei, passei a curtir mais essa data, até porque me "associei" a uma família italiana, e os italianos fazem festa com tudo, pra tudo e pra todos.
Aí vieram as filhas que sempre faziam desenhos e cartinhas e bilhetinhos lindos. Infelizmente, numa de nossas inúmeras mudanças perdi uma grande parte desses tesouros.
Por muito tempo comemorei meu niver junto com o do par, pois há um espaço de vinte dias entre o dele e o meu. Como sempre fazíamos algo pra ele, pegava o bonde e ia junto.
Normalmente aqui em casa, o aniversário é marcado por uma peculiaridade: o aniversariante escolhe o que quer comer no jantar e eu mando brasa na cozinha. Muitas vezes o cardápio é de uma simplicidade incrível, mas não importa. O prato escolhido é feito e apreciado por todos. Este ano as super filhas inovaram: vão fazer um jantar na casa da filha do meio preferida e nem sei qual o menu. E nem precisa. Mas sei que o bolo é o meu preferido: de laranja, feito pela boleira-mor filha caçula.
Pena que o par (assim como acontecia com meu pai) tenha esquecido que hoje é meu aniversário.
PARABÉNS PRA MIM! Eu mereço!!! Hehe
Oração das mulheres compromissadas
terça-feira, 4 de novembro de 2008
Feito bonecos

Que nos preguem botões e nos costurem por dentro. Que sejamos assim felizes bonecos de pano sem nariz, com estrelas nos pés, linhas penduradas que nos prendem os braços ao corpo, a cabeça ao corpo, os pés ao resto do corpo.
Que as linhas e panos de ninguém nos encham por dentro, que a tesoura nos corte as (im)perfeições que nos rematam a alma.
Que linhas e botões de todas as cores nos encham a cabeça, arco-íris de felicidade inútil mas muito útil para quem não quer pensar demais.
Que nos levem para todo o lado, nos sujem, nos remendem, nos façam felizes, que brinquem conosco.
Que a máquina de costura nos gere a moleza dos ossos que não temos, que nos costurem bem por dentro e por fora para que nada descosture nossa existência de retalhos.
Texto de Thiago Schmidt para Guaraná com Canudinho.
domingo, 2 de novembro de 2008
Passadofuturonada
E de tão antigo, já não é possível lembrar de alguma coisa do passado antes do amor. E muito menos imaginar qualquer parte de futuro depois dele. Mas de tão magoado, tão triste e tão cansado, ele está fraco. E fraco, pode morrer.
sábado, 1 de novembro de 2008
Anjo da Guarda
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